Segunda-feira, Março 19, 2012

Sobre o livro do Benicio e seu lançamento no Rio...

Recebi um e-mail de Ricardo Antunes, ilustrador publicitário e editor da Revista Ilustrar (www.revistailustrar) e da Editora Reference Press, que publicou o livro do Benicio acerca do lançamento do livro do grande ilustrador, gaúcho de nascimento, mas carioca de coração e adoção, que deixa clara a questão de não haver ainda acontecido uma exposição/lançamento do livro no Rio de Janeiro.

Diz a mensagem:
“... Antes de mais nada gostaria de agradecer imensamente pelas palavras de carinho em relação ao grande amigo Benicio e sobre o livro que publicamos juntos. Este é apenas o primeiro de cinco livros que iremos publicar.

O motivo do meu contato é apenas para esclarecer o final do seu texto, onde diz que espera haver uma exposição no Rio, e complementada pelas mensagens logo abaixo dos leitores de seu ótimo blog, todos perguntando do porque de não ter havido a exposição no Rio e só ter acontecido em São Paulo.

Bem, resumindo, o fato é que lançamos o livro em São Paulo em fevereiro de 2011 com um enorme sucesso (tivemos de fazer duas prorrogações sucessivas da exposição), e logo em seguida iríamos levar a exposição para o Rio.

Mas, acredite se quiser, depois de um ano tentando, nenhuma empresa do Rio se interessou em patrocinar a exposição do Benicio na cidade. A exposição tem custos relativamente baixos, mas mesmo assim ninguém quis patrocinar...

Esse fato deixou a mim e ao Benicio bastante tristes e sem entender nada, já que a receptividade em São Paulo foi estrondosa.

Enfim, o motivo de meu contato foi apenas para esclarecer esse fato, já que até hoje continuamos tentando levar a exposição para o Rio, mas sem sucesso...”

O vídeo publicado abaixo diz muito sobre o que foi o sucesso do lançamento em São Paulo...

Sexta-feira, Março 09, 2012

Gisele a série... Um produto com o jeitinho da dona!



Ao som da ritmadíssima “SlownMotion Bossa Nova de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, Gisele Bündchen desfila com incrível (e poderosa) simplicidade pelas ruas de Los Angeles esbanjando seu charme e sensualidade, chamando a atenção em torno pelo andar sincopado, cadenciado, rebolado e brasileiríssimo da nossa sempre presente Bossa Nova.
No decorrer do filme (acima) de 2003, podemos sentir o prelúdio de toda uma série que existe até hoje e já produziu diversas outras realizações tão maravilhosas quanto esta.
Porque este é o tom da campanha publicitária das Sandálias Ipanema Gisele Bündchen, da Grendene, produzida pela W/Brasil, criação original de Washington Olivetto e Gabriel Zellmeister, mas que tambem já teve em suas fichas técnicas nomes como os de Rodrigo Leão, Fabio Meneghini, Celso Alfieri e Rui Branquinho.

É o terceiro filme da série deste blogue em que Gisele é mais uma vez a superstar... E sucesso garantido de público e vendas...

Quinta-feira, Março 01, 2012

Vende mais porque é charmosa! Gisele, a série...


Tenho escrito muito neste blogue sobre a harmonia entre criatividade e ideias simples. E a partir deste conceito postei há poucos dias o filme de Gisele Bündchen interpretando uma engraçada Maria Antonieta na peça de abertura de uma nova campanha para a SKY, realizada pela Giovanni+Draftfcb.
Em respeito à genial simplicidade de Ênio Mainardi, que conheci pessoalmente, e criou aquela que considero uma das, senão a frase mais oportuna da publicidade brasileira: "Tostines é melhor porque vende mais e vende mais porque é melhor!", a adapto para Gisele, com “Gisele é charmosa porque vende mais e vende mais porque é charmosa!". E ela é de fato a prova disso...
... A questão é que Gisele, com o seu “charmingappeal”, simplesmente vende qualquer produto, desde o mais requintado perfume até um “réles preguinho”. Por isso estou a iniciar uma série que apresentará a modelo como personagem central em muitos comerciais nos mais diversos segmentos.
Começo com o filme acima, de uma campanha para o Grupo Multiplan  (Barrashopping, New York City Center, MorumbiShopping, etc), que, pela primeira vez posicionou institucionalmente suas campanhas de Natal, abandonando a tradicional linha promocional e aproveitando o simples e gracioso deslizar de La Bündchen pelo mall do shopping, observando, conversando com a gente e fazendo “cair o queixo” até de crianças desavisadas com a sua graça e feminilidade.  E nesta suave e sensual caminhada, ela é envolvida por um moderno e emocionante arranjo da conhecida trilha sonora do Barrashopping, criada por Rogério Steinberg e imortalizada pelo sucesso.
O filme tem tambem um final engraçado... Com um toque do melhor do Gisele's Style... A peça foi criada por Wallace Marques e Victor Castro, sendo Raul Fernandes o diretor de criação (JWT/RJ).  A direção do filme é de Ricardo de la Rosa e Flavio Zangrandi (Clear Light).

Sexta-feira, Fevereiro 24, 2012

O Baile de Máscaras






Minha amiga Denise Motta Feit (foto) mandou o texto referente ao primeiro capítulo (abaixo) de seu livro "Amor em Campo Minado" . A capa acima foi criada por mim em conversas com ela para a referida publicação e mostra os duas faces de uma mesma guerra: a sua (o lado feminino e delicado) e a outra (crua, agressiva e violenta), que exprime a guerra tal e qual ela é...
Mas Denise resume o início de tudo isso com a frase: "saí da propaganda para entrar na história!".


Tel-Aviv, 17 de janeiro de 1991

Dormia quando a sirene de guerra tocou.
Seu som agonizante se misturou com as antigas canções de carnaval que embalava meu sono.

Sonhava com o que tinha sido minha realidade no Brasil: um alegre desfile num bloco de rua.

Mascarados e encapuzados me arrastavam harmoniosamente pelos paralelepípedos trepidantes da pequena cidade.
Ricos, pobres, brancos e negros se espremiam pelas calçadas, entre mulatos de fé e crenças variadas.

O cheiro de suor se misturava com o cheiro da água-ardente e embriagava tanto quanto o cheiro do lança perfume.

Era embalada ao ritmo dos corações pulsantes de euforia, quando vi uma foliã parada no meio da multidão.

Me aproximei da triste Colombina que borrava sua maquiagem de purpurina lilás ao esfregar cada lágrima que escorria pelo seu rosto jovem.
Me aproximei ainda mais. Queria pergunta-la porque estava tão triste.
Mas o rugido do alarme de guerra finalmente conseguiu me acordar.

E pouco antes de conseguir matar minha curiosidade, despertei!
Meu sangue gelou e meu coração mudou de ritmo.
Saiu do compasso das marchas de carnaval para acompanhar o ritmo do pânico e do terror que se apossavam de mim e fazia meu corpo paralisar.

Vi a cara fria da morte estampada na máscara de gás que coloquei em frente ao espelho. Seus vidros redondos se embaçavam mais e mais, a cada lágrima que escorria de meus olhos.
Estava completamente cega de paixão, e agora, também pronta para morrer asfixiada de amor.
O barulho dos mísseis iraquianos que caíam perto de mim me fez parar de sonhar acordada. Corremos para o quarto que estava preparado de acordo com as instruções de segurança do exército de Israel em caso de ataque químico.
A suspeita do ataque existia, mas ninguém acreditava que aquilo realmente ia acontecer.

Eles estão bombardeando, eles estão bombardeando!  Gritava Ora.
Fitas autocolantes e plásticos nas janelas e portas vedavam o possível ar contaminado que poderia estar lá fora.
Seguíamos as coordenadas do departamento de segurança de Israel, transmitidas pelo rádio em idiomas diferentes.
Olhei através do vidro embaçado da minha máscara de gás e mal conseguia distinguir entre Alon, sua mãe, e seu pai que me olhavam incrédulos a me perguntar que diabos eu estava fazendo ali?
Era carnaval no Brasil, e eu era turista fantasiada numa guerra que não era minha, detida pela cilada de um amor.
O som abafado da minha respiração se fazia mais ofegante, mas mesmo assim escutei quando o telefone tocou.

"Mãe! Não posso falar agora." Gritei desligando o telefone.
Peguei a Torah e o Sidur e comecei a rezar as primeiras rezas que havia aprendido já nas primeiras aulas do curso de conversão do Rabinato oficial de Israel:
“Shemá Israel Adonai Eloqueino Adonai Errad..."
Ouvindo isso os pais de Alon o fuzilaram com o olhar e Bem-Ami não conseguindo se controlar explodiu:
"Se não fosse suficiente você nos trazer uma goia (1) para dentro de casa, o pior é que agora ela vai acabar virando uma docit (2) !!!"

A continuar...


1. Uma "não judia".

2. Apelido pejorativo para descrever uma pessoa religiosa em Israel.

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012

O dia que Luis XVI perdeu a cabeça


“Em que época que você vive que não tem SKY?” A nova campanha da SKY lança esta pergunta, adicionando mais um conceito ao posicionamento da marca “SKY: Você na frente sempre”.

Mantendo uma gostosa dose de humor, que vem caracterizando as campanhas da marca, o novo posicionamento visa motivar o consumidor a participar da evolução tecnológica digital que a operadora oferece e, com isso, estar mesmo “à frente de seu tempo”.

Para isto a Giovanni+Draftfcb convidou Gisele Bündchen (garota propaganda da SKY desde 2009) para encenar uma charmosa, “relaxada”, irreverente e engrassadíssima Maria Antonieta, contracenando com o ator Augusto Madeira no papel de um “apavorado” Luis XVI. 

Diferente das outras campanhas em que Gisele somente apontava conceitualmente a marca SKY, desta vez a modelo ressalta os atributos de todo o portfólio da operadora.

A campanha foi lançada no dia 13 de fevereiro com o filme abaixo, e terá mais de vinte filmes ambientados em cenários que remetem a diferentes épocas da história. E entrou com o pé direito... Parabens a Adilson Xavier e sua equipe pelo brilhantismo e criatividade! O texto é primoroso, as gagues, idem... E a produção de primeira qualidade!

Ficha técnica:
Direção de criação: Adilson Xavier, Benjamin Yung Jr. e Cássio Zanatta
Redação: Ricardo Martin e Cássio Zanatta
Direção de arte: Rodrigo L. Rodrigues e Benjamin Yung Jr.
RTVC: Ana Flávia F. de Lucca, Vivi Guedes, Karina Bueno e Victor Alloza
Direção: Nando Olival

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012

Números da internet

Acessei na página da Blogger algumas estatísticas do meus blogues. A seguir alguns dados de “Casos” da Propaganda:

Vizualizações:

Visualizações de página de hoje: 15 (às 12h30m de 17/02/2012)
Visualizações de página de ontem: 27
Visualizações de página do mês passado: 1.488 (janeiro)
Histórico de todas as visualizações de página: 16.858

Público total por países:

Brasil: 165
Alemanha: 41
Estados Unidos: 18
Holanda: 11
Portugal: 11
Camboja: 10
Rússia: 4
Ucrânia: 2
Angola: 1

Argentina: 1

Sábado, Fevereiro 11, 2012

Uma liquidação que deu o que falar!


Houve uma época em que Sarney foi um pouco mais popular do que hoje. Sim, por incrível que pareça! E a campanha da Liquidação do Lápis Vermelho do ano de 1985 justamente pegou carona na repercussão popular do Plano Cruzado, lançado no seu governo...
Bem, o plano havia acabado de ser lançado, e, claro, o assunto do momento era ele. Pintou para a dupla Bernardo e Jonga a criação da nova campanha para a Liquidação do Barrashopping, obviamente do Lápis Vermelho.

Tínhamos por hábito criar fora da agência os trabalhos maiores e que exigem maior concentração. E, neste particular, a Contemporânea era um primor. Havia o bar da Praia Vermelha, a dois quarteirões, e as instalações da UniRio, bem em frente... Ambos lugares tranquilos que nos deixavam longe do tumulto interno do dia a dia na agência e com a cabeça livre pra criar.

No segundo dia de reuniões e papos começamos a aventar a hipótese do Lápis Vermelho/Sarney, que começou a encorpar-se depois que o Mauro aventou a possibilidade de simpatizar com a ideia. Mas havia um certo receio em misturar política com negócios. Até que prevaleceu o lado inusitado da questão, que foi o que, aliás, gerou a série de notícias que começaram a pipocar não somente nos meios de publicidade, como na grande mídia em geral.
Juntei acima algumas das notícias que foram publicadas, mas juro que somente eu tenho muitas mais aqui. Fora o que não chegou a mim.

Segue a ficha técnica do filme (abaixo):

Criação: Diretor de Arte: Jonga Olivieri – Redator: Bernardo Mariani e Diretor de Criação: Mauro Matos – Agência: Contemporânea (RJ) 1985.
O filme foi produzido pela Andaluz (Silvia Wolfenson) e animado pela T&S (São Paulo).
Detalhe: todas as vozes, tanto a do presidente quanto as dos ministros foram feitas pelo locutor Cévio Cordeiro.